
PROTESTO: cerca de 300 indígenas da tribo potiguara do município de Marcação se aglomeraram em frente ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, em João Pessoa, na tarde desta quarta-feira (01) para exigir a realização de nova eleição suplementar no Município.
O pleito estava marcado para acontecer no dia 19 de dezembro, mas foi suspenso por uma liminar concedida pelo ministro do TSE, Marco Aurélio de Melo. O mandado de segurança com pedido de liminar foi uma iniciativa do PT e do PRB do município.
Diante do impasse, o juiz João Ricardo Coelho e o corregedor eleitoral Carlos Neves da Franca decidiram receber uma comissão formada por representantes do grupo para conversar sobre assunto.
De acordo com um dos representantes da tribo que está no local, integrantes de quatro aldeias participam do protesto. Caso o Tribunal Regional Eleitoral não encontre uma solução para o impasse, o cacique que lidera a manifestação irá solicitar a vinda dos demais populares e indigenas que aguardam uma sinalização na cidade.
A expectativa é que moradores de outras oito aldeias também compareçam a sede do TRE da Paraíba para pressionar a Côrte a liberar a realização de nova eleição no Município.
Em contato com funcionários do Tribunal que confirmaram o fato e avisaram que alguns dos protestantes já prometem acampar em frente à sede do órgão até que alguma definição seja dada para o problema.
Entenda o caso
O TRE-PB cassou o prefeito e o vice-prefeito do município de Marcação devido à captação ilícita de sufrágil e abuso de poder econômico. Ambos foram acusados de doar material de construção a eleitores durante a campanha de 2008.
Com a decisão, o prefeito Paulo Sérgio da Silva Araújo (PMDB-PB) e seu vice Valdi Fernandes da Silva ficaram inelegíveis por um período de três anos. Além da cassação e da inelegibilidade, o gestor recebeu multa no valor de R$ 53.205 mil. Fonte: com PB Agora
Postado Por: Soares
Postar um comentário