
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) vai abrir sindicância para apurar as causas de mortes de bebês no Instituto Cândida Vargas, em João Pessoa.
Segundo o presidente do CRM, João Medeiros, a entidade deve nomear ainda esta semana um conselheiro para apurar todas as denúncias e apresentar, em trinta dias, um relatório minucioso dos problemas que atingem o Instituto Cândida Vargas.
Para João Medeiros, é uma obrigação do Conselho de Medicina apurar toda e qualquer denúncia envolvendo médico ou hospitais. De acordo com Medeiros, o CRM vai apurar as causas das mortes se foi por erro de médico, negligência médica ou se o problema foi a falta de estrutura hospitalar.
Hoje pela manhã, a morte de mais uma criança – Lívia - na maternidade chamou a atenção da classe política.
O bebê da parturiente Lidiane Cátia de Souza Queiroz, 19, que continua internada naquele hospital e nasceu prematuramente - aos seis meses, teve suas pernas quebradas durante o parto.
O Pai do bebê relatou a imprensa que sua filha apresentava o corpo roxo e os médicos não teriam dado nenhuma explicação.
Para o vereador Luiz Flávio (PSDB) o sistema materno infantil de João Pessoa pode entrar em colapso e com um agravante: não há um plano B.
No início do último mês de abril, o Sindicato dos Médicos denunciava a gravidade do Instituto Cândido Vargas onde obstetra e pediatras vêm trabalhando sob pressão.
No ano passado o Instituto Cândida Vargas, segundo dados do Simed, foi responsável por 50% dos partos realizados em João Pessoa, cerca de sete mil.
Fonte: A Fonte é Noticia
Soares
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