Hylda CavalcantiNo que depender de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), a fase de cumplicidade entre Dilma Rousseff (PT) e a Câmara dos Deputados acabou em definitivo. Enquanto no primeiro ano de estão a presidente não precisou enfrentar uma única destas comissões, agora, os pedidos para instalação de CPIs se amontoam na mesa do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Hoje, nada menos que 16 requerimentos para abertura desse tipo aguardam análise. Eram 23, mas 7 destes pedidos foram arquivados ou devolvidos aos autores por não apresentarem requisitos básicos.
Considerando-se que o Planalto, com raras exceções, costuma detestar uma CPI - por motivos óbvios -, os próximos meses prometem ser de chumbo grosso, com investigações sobre as mais diversas áreas do Executivo, dentre estas, as atividades da Petrobras fora do país, a atuação da Funai, a fiscalização e controle sobre venda de madeira em terras indígenas ou a forma como tem sido feita a distribuição dos royalties da mineração.
Há pedidos sobre assuntos que, se não dizem respeito diretamente ao governo, são inconvenientes política e diplomaticamente, como o requerimento que solicita a CPI para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) justo no período que antecede a realização da Copa do Mundo.
Comparando-se esta quantidade de pedidos com as CPIs realizadas nas gestões dos ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), caso estes 16 requerimentos venham a ser aprovados, o governo Dilma Rousseff atingirá, em três anos, a marca de 22 CPIs.
Postado Por: Soares
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