Exame.
O resumo acórdão
do julgamento do mensalão divulgado nesta sexta-feira (19) pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) aponta o ex-ministro-chefe da Casa Civil José
Dirceu (PT) como o responsável pela "organização" e pelo "controle" do
esquema ilícito de compra de apoio político do Congresso no primeiro
mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A Corte condenou Dirceu a dez anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.
"A
organização e o controle das atividades criminosas foram exercidos pelo
então ministro-chefe da Casa Civil, responsável pela articulação
política e pelas relações do Governo com os parlamentares", afirma o
documento.
A quadrilha atuou do final de 2002 até junho de 2005,
quando o esquema foi revelado pelo presidente licenciado do PTB, Roberto
Jefferson. Segundo a publicação, que resume as decisões dos ministros
ao longo das 53 sessões do julgamento ocorrido no ano passado, ocorreu
um "conluio entre o organizador do esquema criminoso" e o então
tesoureiro do PT, Delúbio Soares.
O documento aponta que três
publicitários - Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz -
ofereceram a estrutura empresarial por eles controlada para servir de
"central de distribuição de dinheiro aos parlamentares corrompidos", e
que o esquema contou com a "participação intensa" da diretora financeira
de uma das agências de publicidade, numa referência a Simone
Vasconcelos.
O acórdão resumido, disponível na página 39 do
Diário da Justiça, anota que nas negociações de compra de apoio político
houve a atuação do então presidente do partido que ocupava a chefia do
poder Executivo federal, o hoje deputado federal José Genoino (PT-SP),
condenado a seis anos e onze meses de prisão.
O documento diz
ainda que Rogério Tolentino, advogado das empresas de publicidade,
também atuou no pagamento de vantagens indevidas a parlamentares
corrompidos.
Postado Por: Soares
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