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O ministro Fernando Bezerra (Integração) se saiu muito bem, ontem, no seu depoimento à Comissão Especial do Congresso. Seguro e afirmativo, levou aos senadores e deputados informações oficiais, com números de cor e salteado, sobre a tragédia das enchentes em resposta às acusações de ter privilegiado Pernambuco.

Recorreu pouco ou quase nada a assessores, porque revela, sem dúvida, domínio absoluto da situação. FBC é bom na adversidade. Lá atrás, quando enfrentou um batalhão de jornalistas após as primeiras acusações, já havia demonstrado competência e amplo conhecimento da área.

O ambiente de ontem, corroborado pela maioria governista, contribuiu para elevar a auto-estima do ministro, mas resta saber se, a partir de agora, cessa o tiroteio. Provavelmente, não.
Os ataques saíram da seara dos supostos privilégios a Pernambuco para o passado dele como gestor em Petrolina, descambando para o campo pessoal até chegar à sua família – parentes que teriam sido protegidos ou nomeados.

E não cessarão mesmo. Ontem, no mesmo instante em que FBC depunha, era confirmada a presença de três repórteres da Veja no Recife, com especialidade em escândalos, para rastrear fatos que possam acabar de vez com a reputação do ministro.

DISCRIMINAÇÃO– Quem acabou roubando a cena na sessão destinada a ouvir os esclarecimentos do ministro Fernando Bezerra foi o senador Humberto Costa (PT). Apontou com virulência um viés preconceituoso. “O que há de fato é discriminação sem precedentes ao Nordeste, região que tem crescido com a chegada do PT ao poder. Se esses recursos tivessem saído para São Paulo, a mídia paulista estaria atacando o ministro? Certamente, não”, afirmou.

'Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer'. (Provérbios 11:1)
Postado Por: Soares
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Este post foi escrito por: Soares

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