
Agora, não tem jeito. E se tiver é porque ambos – Cássio e Cícero – tem algum pacto espiritual. Só o rompimento definitivo entre ambos pode trazer alguma paz pra esses dois amigos de mais de vinte anos, que misturaram política, família e negócios.
Cícero se sentiu apunhalado porque Cássio ponderou, divergindo politicamente, que o grupo só ganharia a campanha contra o governador José Maranhão (PMDB) se apoiasse Ricardo Coutinho (PSB).
Como troco, resolveu, depois muitas especulações sobre sua ajuda nos bastidores, desfilar em praça pública com José Maranhão, o homem que tirou Cássio do mandato de governador.
Não bastasse isso, a cena que se procedeu hoje às 18h, no final da carreata do PMDB, no Busto de Tamandaré, revela que Cícero e Cássio já não tem mais que trocar tantos afagos. Cena esta que o signitário deste blog viu e ouviu pessoalmente.
No discurso relâmpago de encerramento, Maranhão registrou a presença de Cícero Lucena na carreata. O tucano aplaudido. E disse, sem que Cícero esboçasse qualquer reação: “Cícero foi vítima de uma vilania. De uma traição. Tiraram a sua legenda”. Só poderia estar falando de Cássio.
Pronto. Assim, Cícero e Cássio estão quites. Cássio por apoiar Ricardo, a quem Cícero atribui a autoria de sua prisão, e Cícero apoiar Maranhão, que lutou para subtrair na Justiça o mandato de Cássio.
Ambos podem romper em paz. Já fizeram muito bem (e muito mal) um ao outro. Fonte: Luís Tôrres
Postado Por: Soares
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