
Uma das principais perspectivas de crescimento eleitoral de Ricardo Coutinho se encontra na possibilidade real de transferência de votos do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), favorito na corrida ao Senado e liderança política inconteste no Estado.
Números de pesquisas, sejam elas publicáveis ou de consumo interno, revelam no entanto que essa transferência, quando não é praticamente zero, tem se desenvolvido de forma muito lenta. Assegurar um voto ou um apoio que é de Cássio para Ricardo é como mudar um guarda roupa de quarto: pesa e demora.
Os especialistas em pesquisa, marketing e campanha eleitoral, certamente, já estão em campo tentando identificar os reais motivos dessa lentidão. E, provavelmente, já tenha algumas conclusões.

De fora, o que se vê parece simples de explicar. A impressão que se tem, corroborada inclusive com alguns testemunhos de cassistas, é de que Ricardo Coutinho, por mais afinidade que já tenha avançado, ainda não assumiu Cássio Cunha Lima por completo.
Isso mesmo. Cássio, que já trocou até o amarelo pelo laranja, já assumiu Ricardo e seus defeitos. Aliás, quando alguém vai criticar o mago para o tucano, ele muda de assunto ou questiona o interlocutor.
A pergunta é simples: será que Ricardo já age da mesma forma em relação a Cássio? Por que é, então, que não tem adesivo do tucano no veículo usado pelo Mago?
Se é bem verdade que o grupo está mais unido, também é verdade que o ex-prefeito Ricardo Coutinho ainda não tem conseguido convencer os cassistas que tem orgulho – político e moral - de ter o tucano em sua chapa. Pelo menos é o que consegui sorver até agora dos cassistas.
Pra conquistar votos por transferência, o ex-prefeito de João Pessoa tem que perder o medo de dizer aos cassistas – e aos não cassistas - que “Cássio é uma das melhores coisas que aconteceu na sua vida”. Caso não consiga, vai ficar patinando entre eleitores e lideranças políticas que votam em Cássio, mas não votam em Ricardo.
Fonte: Luís Tôrres
Postado Por: Soares
Postar um comentário