
Candidato a Senador pelo PMDB pode ser investigado pela Polícia federal e MPF pelo uso de “laranjas” e “fantasmas”, tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal, conforme relatório assinado pelo auditor Hamilton Sobral Guedes, da Receita Federal.
O deputado federal e candidato ao Senado da República pelo PMDB, Wilson Santiago, organizou um esquema “criminoso”, envolvendo parentes e amigos próximos, tirar proveito próprio do dinheiro público, tanto na Assembleia Legislativa, quando exercia o mandato de deputado estadual, como na Câmara Federal, onde está em seu segundo mandato.
Toda a engenharia montada pelo parlamentar para ganhar dinheiro está esmiuçada em relatório da Receita Federal, assinado pelo auditor Hamilton Sobral Guedes.
A reportagem do PBacontece teve acesso ao relatório e exibe nesta edição, com exclusividade – inclusive com o quadro demonstrativo elaborado pela Receita – como funciona a “máquina de ganhar dinheiro” Wilson Santiago. De acordo com a RF, o esquema funciona da seguinte forma: O deputado encaminha os documentos dos parentes para a Mesa Diretora. Normalmente os beneficiados são Maria Suely Alves de Oliveira (esposa), João de Sousa Brito e Terezinha Alves de Oliveira (cunhados), Maria Nilda Santiago (irmã) e José Vieira da Silva (amigo).

Curioso é que nenhum deles jamais compareceu ao local de trabalho, tanto na Assembleia quanto na Câmara Federal, embora sejam aquinhoados com os melhores salários do gabinete. Parte desse dinheiro, conforme a Receita, fica com o próprio Santiago.
Ainda de acordo com a investigação, de posse dos mesmos documentos de parentes e amigos e de pseudo-funcionários, o deputado abre empresas, a exemplo da “Construções e Incorporações Adrina Ltda.”, que se encontra sob ação fiscal.
Além desta empresa, que está sendo investigada pela Receita Federal, Wilson abriu outra em Brasília, denominada “Terradrina Construções Ltda.”, usando os nomes da cunhada Terezinha Alves de Oliveira e da irmã Maria Nilda Santiago, com o objetivo de desviar o patrimônio que se encontrava em nome da primeira empresa e, com isto, driblar a fiscalização da Receita Federal.
João de Sousa Brito e Terezinha Alves de Oliveira, que integram o quadro societário da “Construções e Incorporações Adrina Ltda.”, estão sendo procurados há meses pela Receita Federal. Segundo foi apurado pela RF, nenhum dos dois possui qualquer bem. Nem um “casebre” para morar, embora exerçam o controle de uma grande empresa da área de construção civil.
A Receita rastreia a informação de que os dois estariam escondidos em Brasília, a pedido do deputado, com o objetivo de evitar um escândalo neste período pré-eleitoral, o que colocaria em risco toda a sua campanha de Wilson Santiago para o Senado e, por tabela, causaria sérios estragos ao projeto de reeleição do governador José Maranhão (PMDB).
O Relatório elaborado pela Receita é contundente e irrefutável, em todos os aspectos. Daqui para o dia 03 de outubro, data das eleições, o candidato a Senador pelo PMDB poderá ter muitas dores de cabeça, caso todo esse material venha a tona, gerando um escândalo político de repercussão nacional.
A reportagem do PBacontece tentou localizar o deputado Wilson Santiago, tanto no seu gabinete na Câmara Federal quanto em suas empresas, em Brasília. Tentamos, inclusive, contato com o a sua secretária particular Avani Ramalho. Todos os assessores que atenderam ao telefone disseram desconhecer a localização dos mesmos e se negaram a tratar do assunto. Fonte: Giro PB
Postado Por: Soares
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