
A Justiça de Minas concedeu ontem (27) autorização para que Luís Carlos Samudio, 43, avô materno do suposto filho do goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, fique provisoriamente com a criança em Foz do Iguaçu (PR), onde mora.
O avô depôs durante a tarde de ontem na delegacia de Contagem, região metropolitana de BH, sobre o desaparecimento há cerca de um mês da filha, a estudante Eliza Silva Samudio, 25.
Reprodução/Divulgação
Goleiro do Flamengo é investigado após sumiço de ex-namorada; ela afirmava ter tido filho dele
"Estou um pouco aliviado", disse o avô ao pegar a criança em um abrigo. Samudio declarou estar "esperançoso" em relação ao caso.
Segundo a delegada da Divisão de Homicídios, Alessandra Wilke, Bruno é o principal suspeito no desaparecimento. "Vamos chamar o goleiro para prestar depoimento ainda nesta semana. Não temos informações sobre o paradeiro da ex-namorada."
A Folha não conseguiu localizar ontem nem Bruno nem seu advogado, Michel Assef Filho. Anteontem, Assef afirmou que o jogador nega qualquer envolvimento no sumiço da ex-namorada.
A estudante morava no Rio com o menino e afirmava que ele era filho do jogador, casado com Dayane Souza, 23, com quem tem duas filhas.
De acordo com advogado da família da jovem, Jader Marques, o processo de reconhecimento da paternidade estava "avançado" e não havia outro motivo para que Eliza estivesse em Minas não fosse o de tratar do caso.
Eliza, que em outubro de 2009 registrou queixa acusando Bruno de ameaça e agressão, está sumida desde que contou a amigas que iria do Rio a MG a convite do jogador. A Polícia Civil de Contagem trabalha com a hipótese de a jovem ter sido morta no sítio de Bruno, em Esmeraldas, na Grande BH.
Segundo a polícia, Bruno foi a BH com Eliza e a criança. A Polícia Militar foi ontem ao sítio do jogador onde, conforme denúncia anônima, Eliza teria sido espancada. Sem mandado judicial, a PM não pôde realizar buscas.
O suposto filho do atleta estava numa casa em Contagem até anteontem, quando foi localizado e encaminhado para um abrigo. Segundo a polícia, o bebê estava sendo entregue por Dayane a uma amiga. Presa, Dayane foi liberada por não ter antecedente criminal. Fonte: Folha Online
Postado Por: Soares
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