
Deixando a modéstia de lado, o deputado federal Vital Do Rego Filho (PMDB) se considera especialista em campanha política. Especialidade essa adquirida pelos 20 anos de briga com os Cunha Lima. “Quem disputa com essa turma é obrigado a virar craque”, declara.
Isso é que tem feito o deputado acreditar, por exemplo, que começará a disputa a uma das duas vagas ao Senado Federal empatada com o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), favorito na disputa.
“Sei do que estou falando. Tenho avaliado qualitativamente a preferência do eleitorado paraibano e estarei já no início da campanha disputando em pé de igualdade a primeira vaga ao Senado com Cássio”, disparou Vitalzinho sem titubear, em entrevista ao blog no início da tarde.
Alguns fatores o levam a crer nisso. Entre eles, a transferência do respaldo eleitoral do prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB) à sua candidatura ao Senado. “Vamos conseguir uma transferência de 100% da candidatura de Veneziano ao Senado para a minha”, apostou Vitalzinho, falando em atingir rapidamente a condição de segundo colocado na disputa.
Isso faz com que ele acredite no apreço do governador José Maranhão à sua candidatura. “Não me sinto de nenhuma forma discriminado pelo governador José Maranhão”, disse claramente.
“Mas, deputado, Wilson Santiago tem conseguido mais respaldo do governador”, insisti. “E porque Wilson Santiago partiu na frente na consolidação dessa ligação com Maranhão e eu entrei no processo apenas a partir da decisão de Veneziano de ficar na prefeitura e não compor a chapa. Ou seja, apenas a partir do dia 31 de março”, explicou Vitalzinho.
Ele diz que está empenhado na pré-campanha independentemente da definição da chapa. E que, em Campina Grande, vai trabalhar para ser votado junto com o outro candidato do PMDB ao Senado. Ou seja, procurando driblar a tese de que Campina Grande votará fechada nos dois candidatos da cidade.
Quanto à vaga de vice, o deputado continua advogando em favor do Partido dos Trabalhadores, independentemente do nome a ser escolhido pela legenda.
“Sou o mais petista dos peemedebistas”, justificou.
Façamos as apostas.
Fonte: Luís Tôrres
Soares
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