
Talvez você não saiba, mas isso equivale a um país de parasitas vivendo a sombra e água fresca de quem trabalha, algo tipo mandarmos todos os vagabundos para a Amazônia, onde ficariam até a morte sem trabalhar e cheios de mordomias.
O corrupto brasileiro corrompe e é corrompido com a maior naturalidade, pois a chamada Lei de Gerson faz parte de nossa cultura.
Combater a corrupção não é nada fácil, pois cada cidadão encontra uma maneira de burlar a Lei cometendo pequenos delitos, levando vantagem.
Na base da pirâmide da corrupção encontraremos aqueles que dão um trocadinho ao guarda para ele fazer vista grossa as irregularidades do veículo, e o guarda que aceita a migalha para fechar os olhos.
Há pais que pagam para o filho reprovado passar de ano. Há fiscais pedindo propinas para não fiscalizar.
São delitos leves que fazem a bola de neve girar e lá no topo da pirâmide vamos encontrar o supra-sumo dessa política da picaretagem instituída: políticos, juízes, empresários, religiosos, militares. A nata, enfim.
E essa turma atua de forma macro e faz descer pelo ralo da corrupção o que deveria ir para educação, saúde, habitação e segurança pública.
O melhor que sejam as políticas públicas só serão aplicadas da forma que planejadas se os cupins forem dedetizados.
O pastor que usa a boa fé para tomar dinheiro do povo e depois lava esse dinheiro sem pagar nenhum imposto corroí tanto quanto o empresário que sonega milhões com a ajuda do fiscal corrupto.
O militar que faz vista grossa ao crime organizado causa tanto prejuízo quanto o político que desvia recursos de um hospital para fazer sua casa de praia.
A corrupção é um PIB dentro do PIB, um país dentro do país e tem que ser debelada se quisermos avançar rumo à justiça social.
Não basta leis severas se quem as aplica se corrompe para flexibilizar; não basta novos controles se quem controla quer a sua parte para não controlar.
Faz-se necessário mudar a cultura do levar vantagem. E isso vem do berço e todos nós somos culpados e corruptos também.
Fonte: Dércio
Soares
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