
A cidade de Fagundes na Paraíba parou na manhã desta quinta-feira, 13, para acompanhar o enterro da operadora de caixa Iris Bezerra, 21 anos, assassinada no Rio de Janeiro, na semana passada. O enterro aconteceu às 9h30min no cemitério São João Batista, no centro da cidade.
Uma multidão acompanhou o velório que foi realizado sob muita comoção e gritos de desespero e pedidos de justiça. Familiares, amigos e curiosos que acompanhavam o cortejo gritavam pedindo a prisão do suspeito Rafael da Silva, acusado de matar Iris Bezerra.
Desde ontem centenas de pessoas se aglomeraram nas imediações do Clube Municipal Verônica Lopes Nascimento, na Avenida Irineu Bezerra, onde o corpo foi velado durante toda a noite.
Na entrada do cemitério, os irmãos de Íris e amigos fizeram uma emocionante homenagem contando uma de suas músicas preferidas, “Um Minuto”, de D’Blak e Negra Li :
“Por onde quer que eu vá vou te levar pra sempre
A culpa não foi sua
A distância entre nós não pode separar
E no final, eu sei que vai voltar”.
Repercussão do caso Iris
O corpo de Íris, paraibana que moradora da Rocinha, foi encontrado na manhã de sábado por funcionários da Rio Águas, órgão da prefeitura, quando faziam limpeza no canal. A morte teria sido causada durante uma briga dos dois possivelmente motivada pelo fim do casamento. O corpo, que estava com marcas de agressão e vários cortes, foi reconhecido por um colega de trabalho e uma amiga da vítima, no Instituto Médico-Legal. A amiga afirmou à polícia ter visto o ex-marido de Iris, na sexta-feira, na Rocinha, carregando a mala em que a vítima foi encontrada.
A dona de casa Maria Rodrigues da Silva, 84 anos, disse que durante toda a sua vida nunca viu acontecer na cidade de Fagundes um fato de tamanha proporção. Ela disse que a cidade vive hoje um sentimento de tristeza por ter perdido uma filha no começo da sua vida. Ela pede a prisão do acusado. A sensação de dona Maria Rodrigues é a de que a cidade teve uma perda e de que a impunidade reina sobre a humanidade. "Ela era uma boa filha, estudiosa, conhecida de todos nós e não poderia ter morrido assim", afirmou.
Jornal de Fagundes
Soares
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