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Adeus equilíbrio fiscal: mês de março teria fechado com défict de R$ 109 milhões, revela fonte da Receita Estadual


Equilíbrio fiscal. O governo do Estado está muito perto de não mais conviver com isso.

Uma bola de neve está se formando dentro das contas públicas estaduais, segundo informações que chegaram até o blog de dentro da Receita Estadual, que pode comprometer as finanças estaduais em pouco tempo e deixar uma herança complicada para o próximo gestor. Seja o próprio governador Maranhão, seja outro.

O mês de março já teria fechado com déficit de R$ 109 milhões. Ou seja, com uma despesa R$ 109 milhões a mais do que foi arrecadado.

Resultado, em parte, da queda nas receitas do Fundo de Participação dos Estados, mas especialmente de alguns excessos nos gastos públicos. Especialmente, porque enquanto o FPE caiu a arrecadação de ICMS subiu, o que poderia compensar e não está compensando.

Mas também resultado de gastos incompatíveis com a máquina pública e com investimentos. Ora, é público e notório que o governador José Maranhão tem andado o Estado prometendo de prefeito a prefeito a assinatura de convênios para liberação de recursos. O próprio governo divulga isso.

De onde vem esse dinheiro se o próprio governo lamenta todos os dias “quedas na receita”? Justificando com isso o porquê do governo se colocar impossibilitado de conceder aumento ao servidor público estadual.

O governador Maranhão, no lugar de conceder reajustes, tem preferido investir em obras, o que contribui para o colapso fiscal se não houver receitas compatíveis. A jogada é arriscada, porque ao sentir falta de verbas no caixa, o governa será obrigado a paralisar obras. E, especialmente, a não cumprir compromissos municipais.

Já tem gente sentindo cheiro da fria na qual se meteu.
Além disso, há a questão dos empréstimos contraídos pelo governo. Um dia eles baterão à porta cobrando pagamento.

Maranhão fez promessas em excesso para segurar popularidade no início do governo III. Corre o risco de não ter como pagá-las em pleno processo eleitoral. O que significará um efeito pouco edificante para a campanha à reeleição.
Fonte: Luís Tôrres
Soares
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Este post foi escrito por: Soares

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